Criação de Pássaros, Principais Doenças e Seus Medicamentos
   
 
 

  Histórico

Categorias
Todas as mensagens
 Criação de Pássaros
 Doenças e Medicamentos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




 

 
 



Escrito por Paulo Moreira às 12h25
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

CABOCLINHO VERDADEIRO

ANTES DE COMEÇAR SUA CRIAÇÃO, FAÇA SEU CADASTRAMENTO NO SISPASS

 

Vamos falar agora sobre o menor pássaro canoro brasileiro o Caboclinho, esse multicolorido e valente representante da avifauna nacional. Assim completaremos nossos artigos sobre pássaros canoros nativos brasileiros.
Seu tamanho diminuto facilita o manejo e o espaço necessário para a criação. São muitos os amantes desse lindo passarinho (parece um bibelô), que além de belo canto tem a plumagem peculiar de variadas cores, embora a complexão física das formas existentes seja quase sempre idêntica.
Conhece-se oficialmente, pelo menos, oito formas diferentes: 1) o caboclinho frade ou fradinho (Sporophila bouvreuil) , canela avermelhado, boné preto, asas e cauda pretos, pode ser também esbranquiçado com boné preto e asas acinzentadas; muitos acham que são duas subespécies diferentes sendo uma não catalogado, concordamos com essa posição; 2) o caboclinho lindo ou caboclolindo (Sporophila minuta), abdômen marrom, asas costas e cabeça cinzas; 3) caboclinho rosa (Sporophila hypoxantha), abdome marrom claro, asas, costas e cabeça cinza claro; 4) caboclinho paraguaí ou paraguaíto (Sphorophila ruficollis), cabeça cinza, gola preta e abdômen amarronzado; 5) caboclinho do papo branco ou o papai-noel (Sporophila palustris), costas cinzas, abdômen amarronzado e gola e garganta brancas; 6) caboclinho-do-peito-castanho (Sporophila casteniventris), cabeças e costas cinzas, peito e garganta amarronzados; 7) caboclinho vermelho (Sporophila cinnamomea), todo o corpo avermelhado com exceção da cabeça cinza e asas e cauda enegrecidas; 8) caboclinho-de-barriga-preta (Sporophila melanogaster), cinza escuro em todo o corpo a exceção das asas e peito enegrecidos. Essas são as formas cientificamente comprovadas, mas os passarinheiros entendidos em caboclinhos dizem que há inúmeros outros tipos não classificados com o que concordamos.
Quase todos eles, depois da muda de penas, ficam com a coloração desbotada parecendo que mudaram de cor. Contudo, na época de reprodução assumem, de novo, a cor viva e reluzente de suas penas. Em que pese o diformismo sexual, há uma grande dificuldade em se conhecer uma fêmea de uma ou de outra subespécie. Elas são muito parecidas e não há como distinguí-las, daí a dificuldade na criação doméstica em conseguir exemplares em pureza, fato que também acontece na natureza daí o grande número de mestiço e de cores diferentes que vão se firmando nos ambientes silvestres. Tanto o macho quanto a fêmea possuem um espéculo alar branco nas asas o que lhes dá uma aparência de uma pequena borboleta quando voam. Ela sempre de cor marrom palha ou um pouco mais escura. Embora não muito comum, existem mutações entre os caboclinhos, tem-se notícias de caboclinhos esbranquiçados e seria importante e oportuno que se fizesse um trabalho de fixação, procriando-os intensamente.
É um pássaro de porte diminuto o menor de todos entre 9 e 11 cm. Distribuem-se por grande parte do Brasil, especialmente o Centro-Sul e países limítrofes. Na natureza, costumam procriar entre os meses de novembro e março, as épocas de muita chuvas.
Preferem as beiradas úmidas de matas, várzeas, baixadas, e brejos. É uma ave territorialista ao extremo, como todos os pássaros canoros brasileiros, isto é, quando está chocando demarca uma área geográfica cujo centro é o ninho onde o casal não admite a presença de outras aves da espécie. O ele que tem de pequeno tem de ligeiro e valente, é muito briguento e defende seu território com denodo. Canta muito e assim delimita sua área. Estão sempre à procura de alimentos, tipo semente de capim verde, especialmente o capim de flor amarela existente nas várzeas, entre outros e também o colonião. Para tanto, agarram-se aos finos talos dos cachos para poderem se alimentar; seus dedos e suas unhas são apropriadas para isso. Nos meses de julho, agosto e setembro, migram para locais onde possam encontrar comida. especialmente nos anos de seca prolongada. Sempre nas várzeas onde existam capins formam grandes bandos onde as subespécies se misturam. Quando estão reproduzindo, aí não se misturam as subespécies se distanciam umas das outras.
Seu canto é longo, melodioso e a frase musical tem cerca de dez notas que ele vai repetindo várias vezes. Os que cantam de assobio são os mais bonitos. E incrível a força com que canta o caboclinho com uma siringe tão pequena, escuta-se de longe o seu canto. Existe uma infinidade de dialetos; na verdade, cada ecossistema possui um próprio. Cada subespécie também tem um tipo diferente do outro. Uns cantam em escala musical e metálico como os do Nordeste brasileiro, o Caboclolindo, já o Fradinho canta de assobio muito agudo.
Exemplo desse tipo de canto é a gravação do Cisne. Não existe torneio de canto dessa ave, embora especialmente no Nordeste já muito amantes do seu canto.
Na natureza, estão muito ameaçados de extinção, porque habitam áreas selecionadas, várzeas e brejos, muito apreciadas para cultivo de lavouras e que estão sendo degradadas pelo homem aceleradamente.
Espera-se, então, que haja muitos passarinheiros sejam sensibilizados e passem a reproduzir o caboclinho de forma intensiva, os hobistas aproveitando a Portaria 057 e os profissionais que queiram montar um “criadouro comercial” utilizem as instruções da Portaria 118, ambas do IBAMA. Quem quiser e puder praticar a sua procriação, terá, com certeza, sucesso garantido pela grande demanda que está por aí.

O Caboclinho reproduz-se com facilidade e com uma boa produtividade É uma ave longeva, vive por volta de vinte anos, dependendo de sua saúde e do trato que se lhe dispensa. A alimentação básica deve ser de grãos, notadamente o alpiste 60%, painço amarelo 20%, senha 10%, niger 10%, acrescentar periodicamente o painço português legítimo. É salutar que de disponibilize, também, ração de codorna misturada a 50% com milharina adicionando Mold-Zap® à base de 1 gr. por quilo. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água.
Tomar-se muito cuidado por eles tem grande facilidade para engordar, cuidado com o painço ou outros grãos, em excesso. Já sua alimentação especial para a fase de reprodução deverá ser a seguinte. Quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparada: 5 partes de milharina, 1 parte de proteína de soja texturizada/ 1 parte de germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo), / sal 2 gr. por quilo, / Mold-Zap® 1 gr. por quilo, / Mycosorb® 2 gr. por quilo, Lactosac 2 gr. por quilo. Após tudo isso estar muito bem misturado, coloque na hora de servir uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de “aminosol®” para uma colher bem cheia de farinhada. Dá-se larvas, utilizando a chamada “praga da granja”; (tipo de Tenébrio molitor, em miniatura, muito comum em granjas de avicultura industrial), é a melhor e tem mais digestibilidade. Essa larva é diminuta e condizente com o tamanho do bico do Caboclinho. Oferecer até o filhote sair do ninho. É bom, também, colocar sempre à disposição das aves “farinha de ostra” batida com areia esterilizada e minerais (tipo aminopan®). Outra questão importante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser claro, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 35 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%. O sol não precisa ser direto, mas se puder ser, melhor. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de novembro a abril, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Deve-se utilizar gaiolas de puro arame, com medida de 60cm comprimento X 30cm largura X35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola. A tala, a medida entre um arame e outro não pode ser maior do que 13mm, caso contrário os filhotes passam pela grade. . No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar papel, tipo jornal, para ser retirado todos os dias logo que a fêmea tomar banho. Logo depois se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia bem cedo. O ninho, tipo taça, tem as seguintes dimensões: 4,5 cm de diâmetro X 3,5 cm de profundidade, e será colocado pelo lado de dentro da gaiola. Pode ser feito de bucha ( Luffa cylindrica) por cima de uma armação de arame. Para estimular a fêmea prender raiz de capim ou fiapos de casca de coco, assim ela cobrirá o ninho com estes materiais. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2. Cada fêmea choca 3/4 vezes por ano, podendo tirar até 8 filhotes por temporada. As fêmeas podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. Utilizar um macho de excelente qualidade, para 5 fêmeas. Nunca deixá-lo junto pois ele quase sempre prejudica o processo de reprodução. O melhor, é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo da fêmea. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias. Com 8 meses, ainda pardos, já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7O ao 10o dia, com anilha 2,0 mm de diâmetro - bitola 1 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis.
Finalmente, e de forma redundante afirmamos que os pássaros nascidos domesticamente são muito melhores que seus irmãos selvagens, em face de poder-se manipular geneticamente em busca de espécimens de alta linhagem. Isto é que estimula a demanda e traz enorme satisfação aos que criam. Esperamos, então que, em breve o Caboclinho seja mais um pássaro que irá ser protegido e preservado para sempre e que nossa ação nesse sentido seja mais um exemplo dado pelos passarinheiros que se preocupam em atender os interesses de toda a sociedade que é a preservação de todas espécies. .



Categoria: Criação de Pássaros
Escrito por Paulo Moreira às 20h13
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

CARDEAL

ANTES DE COMEÇAR SUA CRIAÇÃO, FAÇA SEU CADASTRAMENTO NO SISPASS

Falaremos sobre a criação de “CARDEAL”. Existem no Brasil cinco formas diferentes. Como sempre, vamos adotar a classificação de Sybley, que é a mesma do Livro “Todas as aves do Brasil” de Deodato Souza que citam cinco subespécies: a) Cardeal do Sul, Paroaria coronata, 18 cm , cabeça anterior e garganta vermelhas, topete ereto, abdomem branco, costas acinzentadas, quase todo o Rio Grande do Sul – b) Cardeal do Nordeste ou Galo da Campina, Paroaria dominicana , 17 cm, igual ao anterior sem topete, quase todo o Nordeste brasileiro – c) Cardeal da Amazônia, Paroaria gularis, cabeça vermelha, gravata preta, toda a Amazônia brasileira – d) Cardeal do Goiás, Paroaria baeri, coroa da cabeça e bigodes vermelhos, costas pretas e abdomem branco, Goiás e limítrofes – e) Cardeal do Pantanal, Paroaria capitata, cabeça vermelha, bico e pernas amarelas. Não há disformismo sexual entre eles, a fêmea é exatamente igual ao macho, só os experts conseguem diferenciá-los. Todos tem sido vítimas de perseguição tanto pela caça predatória como pela degradação do meio ambiente. Únicas formas de evitar a extinção; parques nacionais protegidos nas áreas de distribuição, respeito ao que existe na natureza e reprodução em criadouros registrados, ou fazemos isso, efetivamente, ou nossos pássaros desaparecerão. Vamos falar mais e especificamente do Cardeal do Sul e do Cardeal do Nordeste/Galo da Campina, que são os únicos que despertam interesse em sua criação. Embora possa-se manejá-los da mesma forma, os outros três, não são apreciados pelos passarinheiros e quase não se os encontram em gaiolas ou viveiros. Procriam na natureza da primavera até o início do outono, de setembro a março. A partir desta época, param de cantar, fazem a muda anual e juntam-se em bandos, os adultos e os jovens. Este procedimento os ajuda na tarefa de alimentação nos meses de escassez. O ambiente natural do sulista são as bordas dos arrozais, campos com vegetação alta e bordas de matas, do nordestino é a caatinga e matas ralas. Quando no processo de reprodução, tornam-se pássaros extremamentes territorialistas, cada casal demarca a sua área e não permite a presença de outros adultos da mesma espécie; o macho canta intermitentemente a todo volume para delimitar o seu espaço. Pode-se ouvir o seu canto a quilômetros de distância. O Cardeal, é um belo pássaro e muito apreciado pelo seu canto. O interesse das pessoas é muito grande, a demanda é grande, é hora então de praticarmos a preservação através de um intenso trabalho de reprodução; as matrizes capturadas são suficientes para o trabalho. A caça predatória tem que cessar urgentemente. As Portarias do IBAMA, tanto a 118 como a 057, estão aí e possibilitam e estabelecem condições para a permissão para a procriação, tanto para profissionais como para hobistas. Quem quiser ganhar dinheiro produzindo e transacionando os filhotes, pode e deve fazê-lo, até exportar pode. Desde que as normas sejam respeitadas o IBAMA concordará e a sociedade aplaudirá pelo trabalho de preservação que é desenvolvido. Poder-se-á, com isso, praticar-se o repovoamento em locais predeterminados. Tem-se tido notícias de vários criadores, embora de criação ainda um tanto esparsada; o certo é que ele procria com muita facilidade, é de fácil manejo. Na natureza sua alimentação é muito variada, o do Sul: arroz, sementes de capim, insetos e frutas silvestres; o do Nordeste: sementes de capim, gramíneas , insetos e frutas. O canto dos dois é muito parecido, o do sul de quatro a cinco notas batidas e repetindo-os inúmeras vezes; o do nordeste, também, mas a definição do Pai-Filho-Espirito-Santo-Amém é o mais apreciado. A fêmea também canta só que baixo e enrolado, tipo chilreando simultaneamente com seu macho e só o ele canta de açoite e de estalo. Quase não se agüenta escutá-los em um ambiente fechado, é muito forte o som obtido, pode até prejudicar a audição de uma pessoa. Há uma pequena diferença de dialetos de uma região para outra. Por isso, pode-se ensinar aos filhotes o canto da melhor qualidade a partir de fitas gravadas com os melhores pássaros. Apenas para o do Sul, no Rio Grande do Sul, há torneios de qualidade de canto e de fibra, sob os auspícios da FOG. Para o Nordestino, não há ainda torneios de canto. Vive, se bem tratado em ambientes domésticos por volta de 20 anos. A alimentação básica de grãos deve ser: alpiste 50%, painço 20%, aveia 10%, arroz em casca 10%, girassol 10%. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água. Utilizar a ração da Tril, que é das melhores e para suprir suas outras necessidades nutricionais de pássaro em reprodução, o mais importante é fazer a farinhada e ali se ministrar grande parte dos ingredientes necessários à saúde da ave. Pode ser elaborada da seguinte forma: 5 partes de milharina, 1 parte de germe de trigo; 1 parte de farelo de proteína de soja texturizada; 4 colheres de sopa de suplemento F1 da Nutrivet para um quilo; 1 gr de Mold-Zap para um quilo da mistura; 1 gr. de sal por 1 quilo da mistura; 2 gr. de Mycosorb por quilo, e 2 gr de Lactosac (probiótico). Após tudo isso estar bem misturado, coloque na hora de servir, duas colheres de sopa cheias dessa farinhada uma colher de sopa cheia de Aminosol. Importante também, ferver durante 20 minutos os grãos alpiste, painço, arroz integral, lavar bem e misturar à farinhada. Quando houver filhotes no ninho adicione o ovo cozido. Outra mistura importante deve ser feita com farinha de ostra 20%, Aminopan 30% e areia 50%. É preciso, também ministrar inseto vivo, tipo larvas de tenébrio, à base de 10 de manhã e 10 à tarde, por filhote. O Cardeal, consome quase de tudo, é muito fácil alimentá-lo adequadamente. Só falta, então a escolha do local apropriado, ele deve ser o mais claro possível, arejado e sem correntes de vento. A temperatura para o do Sul deve ficar na faixa de 20 a 30 graus e o do Nordeste de 25 a 35 graus Celsius e a umidade relativa na faixa de 40 a 60%. A época para a reprodução é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criá-los em viveiros, grandes ou pequenos, todavia não o aconselhamos. Em viveiro, o manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Para quem optar por utilizar gaiolas – que têm a relação custo/benefício menor – devem ser de puros arame dispostas em prateleiras e terão 80 cm de comprimento por 40 cm de largura por 35 cm de altura. Com uma divisória no meio e com um passador lateral. Aconselhamos os criadores adotarem esse método porque de mais fácil manejo e para melhor utilização de espaços. A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar grade que terá que ser lavada e desinfetada uma vez por semana, no mínimo. Utilizar ninhos em forma de taça, de preferência de bucha, de diâmetro 12 cm e 6 cm de profundidade no centro. Não esqueça de pendurar bastante raiz de capim e pedaços de corda de sisal para estimular a fêmea. Sabe-se que uma fêmea está pronta quando ela começa a voar muito, a arrancar papel do fundo, carregar capim no bico e levá-lo para o ninho. No manuseio do macho, o melhor é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo para outra gaiola, assim pode-se utilizar um macho para até 5 fêmeas. Elas podem ficar bem próximas umas das outras em prateleiras, separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos quinze dias de idade podendo ser separado da mãe com 35 dias. Importante a administração de Energette®, ou Babyzoo, através de uma seringa graduada, no bico dos filhotes enquanto eles estão no ninho para ajudar a fêmea no tratamento. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. As anilhas serão colocadas do 9 o ao 10o dia de vida. Cada fêmea choca 4 vezes por ano, podendo tirar até 8 filhotes por temporada. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis. Confiamos que os amantes destes pássaros irão trabalhar para a preservação deles praticando sua reprodução para corresponder a confiança que a sociedade está depositando neles permitindo sua manutenção em ambientes domésticos.



Categoria: Criação de Pássaros
Escrito por Paulo Moreira às 20h03
[] [envie esta mensagem
] []


 

 



Categoria: Doenças e Medicamentos
Escrito por Paulo Moreira às 00h20
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

DOENÇAS, CAUSAS E MEDICAÇÃO

 

ÁCAROS DAS PENAS

Causas: Parasita Syrongophilus bicectinata.

É normal a ave ter alguns piolhos brancos/amarelados, que não são de forma alguma visíveis, pois são aqueles residentes naturais, que inclusive são benéficos para os canários, pois removem determinadas bactérias da pele das aves. Mas isto é em pequena quantidade, nem damos quase por ver o canário a "coçar-se". O problema é que quando chegamos a ver a olho nú parasitas a percorrer o corpo das nossas aves, é porque o criador é desleixado com a higiene dos seus canários.

Sintomas: As penas apresentam-se caídas e é possíedvel percebe-los como pequenos traços escuros entre as bárbulas. Para verificar se a ave está sendo atacada por ácaros, pegue-a e observe com a sua asa aberta contra a luz.

Tratamento: Pegue a ave, abra a asa e pulverize uma única vez com inseticida à base de piretina numa distância de uns 30 cm.

 

ÁCAROS VERMELHOS

Causas: Parasita Dermanysus gallinae. Este parasitas causam grandes problemas na reprodução são os chamados piolhos vermelhinhos, só apresentam esta cor vermelha quando estão cheios de sangue, caso contrário sua cor é pardo-acinzentada.

Sintomas: Estes ácaros ao dia se escondem nas ranhuras dos poleiros, molas das portas e buracos na parede ou teto, ataca as aves a noite, as aves não param de se bicar tentando tirar os ácaros.

Tratamento: Pulverize poleiros, molas e paredes com um inseticida spray à base de piretina, nas aves pode-se borrifar inseticida spray SBP, as paredes podem ser pintadas com a cal virgem.

 

ACARÍASE RESPIRATÓRIA

 

Causas: Ataque do ácaro Stermostoma tracheaculum, nas vias respiratórias. As exposições e trocas e compras de aves são as principais causas pela instalação da doença no canaril.

Sintomas: Respiração penosa, ofegante, tosses, plumagem desalinhada, emagrecimento da ave, abertura do bico sincronizado com os movimentos respiratórios.

Tratamento: Isolar a ave, desinfetar todo o criadouro, aplicar aerosol com antibióticos. Aviobitina na água de beber. Aplicar o Ivomec em todo o plantel em duas doses com intervalo de 15 dias.

ASMA

Causas: Poeira, friage, alimentos condimentados, gaiolas sujas, mudanças no clima e mal ventilaço do criadouro.

Sintomas: Respiração difíedcil acesso asmático frequente e ofegante. Em casos muito graves imobilidade, olhos entreabertos, penas soltas respiração acelerada intermitente com emissão de pequenos gemidos.

Tratamento: Eliminar frio, vento, poeira, úmida, colocar a ave em gaiola com temperatura de 30C, na hora da crise administrar gotas de adrenalina a 1./10.000, antibióticos e tânicos.

 

BRONQUITE OU TRANQUEITE

Causas: Correntes de ar, aves em local de ar não renovado, bruscas mudanças de temperaturas.

Sintomas: A ave perde o apetite, narinas obstruidas, bico aberto, rouquidão e catarro, a ave não canta e fica agitada.

Tratamento: Colocar a ave separada numa temperatura de 30C e administrar antibióticos e vitaminas A e D e aviobitina na água de beber.



Categoria: Doenças e Medicamentos
Escrito por Paulo Moreira às 00h19
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

DOENÇAS, CAUSAS E MEDICAÇÃO

 

 

COCCIDIOSE

Causas: Alimentos e água contaminados pelas fezes ou saliva de outras aves doentes.

Sintomas: Cansaço, sede contínua, o osso do peito fica saliente, há emagrecimento, fezes aquosas, desidratação e diarréia. Esta doença não tem cura. Ela atinge principalmente o intestino delgado e os cecos em especial dos filhotes, provocando hemorragias.

Tratamento: Sulfaquinolaxia, amprolium e a sulfametaxina, administrar junto para evitar a resistência dos protozoários complexos vitamicos como vitamina K e Hidrac ou Pedyalit.

 

CONSTIPAÇÃO OU PRISÃO DE VENTRE

Causas: Falta na variedade dos alimentos fornecidos as aves.

Sintomas: Esforço apresentado pela ave, ao evacuar, acompanhado de movimentos e sacudidelas. Ventre inchado, fezes duras, cloaca inchada e vermelha.

Tratamento: Pingar na cloaca azeite de oliva duas vezes ao dia, dar-lhes verduras, frutas e vitaminas.

 

CORIZA

Causas: Bruscas mudanças climáticas, aves em locais úmidos, aves mal alimentadas, falta de vitamina C.

Sintomas: Corrimento nasal, tosse, respiração difícil, mucosa congestionada, falta de vivacidade, aneroxia.

Tratamento: Limpar as narinas com cotonete impregnado em solução de permanganato de potássio, com 1./1.000. Administrar antibióticos com penicilina mais estreptomicina, clorofenicol na água de beber, vitaminas, aviobitina e Neo Sulmetina SM.

 

DIARRÉIA

Causas: Má alimentação, alimentos azedos, deteriorados e água suja.

Sintomas: Fezes líquidas de cor amarela-esverdeada, falta de apetite e emagrecimento, ânus inflamado.

Tratamento: Corte as penas do traseiro com cuidado e lave com água morna, após enxugue. Administrar Neo Sulmetina SM, coalhada fresca, se optar pela coalhada não de água, somente a coalhada até a recuperação da ave.

 

ENTERITE

Causas: Inflamação dos intestinos, uma das principais causas de morte dos filhotes no ninho.

Sintomas: Diarréia, plumas da cloaca suja pelas fezes, abdómen duro e vermelho e a ave emagrece.

Tratamento: Nitrofurazona, sulfas, vitaminas A e D e eliminar as verduras.

 

FRATURAS

Quando ocorre de a ave quebrar um osso, a primeira providência é retirar os poleiros e colocar água e comida a disposição da ave. Será necessário encanar o osso com gesso dissolvido em água ou álcool, que levará mais ou menos um mês para colar. Se for a perna que quebrou, pegue um canudinho de refresco cortado ao meio, coloque as duas partes na perna e passe o gesso, deixando uns 45 dias, após retire o gesso. Se for a asa que quebrou, será necessário cortar todas as penas da asa, dependendo da fratura, tente encaná-la com gesso. Caso não consiga, o melhor e mais correto é levar a ave a um veterinário, que esta mais acostumado a fazer estes serviços.

 

HEPATITE

Causas: Inflamação do fídgado oriundo de excesso de alimentos gordurosos.

Sintomas: Dilatação do baço, sonolêancia, perda de apetite, tendência para brigas e fezes líquidas.

Tratamento: Alimentação refrescante, com cenouras, verduras e frutas.



Categoria: Doenças e Medicamentos
Escrito por Paulo Moreira às 00h16
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

DOENÇAS, CAUSAS E MEDICAÇÃO

 

PARASITOSE

Externa

Causas: Falta de higiene nas instalações.

Sintomas: Queda da plumagem, emagrecimento, aparência anemica, patas brancas.

Tratamento: Fazer a profilaxia das instalações, desinfetar as gaiolas e acessórios com SBP, os ninhos com puxine em pó ou similar.

Interna

Causas: Parasitas no estômago e nos intestinos transmitidos por fezes contaminadas.

Sintomas: Emagrecimento, e mortalidade elevada.

 

PIPOCAS DAS PATAS

Causas: Existência de agentes infecciosos no organismo da ave ou alimentação imprópria.

Sintomas: Aparecimento de pipocas (bolinas brancas) no bico, raramente nas asas e principalmente nas patas, inchaço e formação de furúnculos e de cortes nas patas.

Tratamento: 5 gotas de Benzitrat no bebedouro, até a cura da doença. Aplicar nas patas afetadas uma pomada chamada Canesten ou o Thuyá Avícola.

 

PARATIFOSE

Sintomas: Fulminante, a ave fica num canto da gaiola, asas caídas, penas soltas e respiração ofegante, morte repentina.

Tratamento: Isolar a ave doente, desinfetar o canário e local com água com soda, administrar sulfas e antibióticos, clorofenicol e vitaminas.

AGUDA

Sintomas: Ave não canta, não tem vivacidade, se retirando para um canto da gaiola, sede, diarréia amarela-esverdeada, cloaca suja, respiração ofegante.

Tratamento: Os mesmos citado para paratifose e desinfecção e bactericida.

As aves curadas são portadoras dos germes.

CRÔNICA

Sintomas: Diarréias alternada com constipação intestinal, emagrece rápido, articulações inchadas.

Tratamento: O mesmo referido as outras duas formas. Evitar cruzar as aves curadas por normalmente transmitirem esterilidade a sua prole ou enterite.

 

STRESS

Causas: Sustos, barulhos repentinos no criadouro, etc.

Sintomas: A ave fica sonolenta, abatida, assustada devido à inabitação, alimentação imprópria ou excesso de antibióticos.

Tratamento: Administrar vitaminas, eliminar os barulhos, as causas de fadiga, alimentação insuficiente, mudanças de temperaturas e excesso de parasitas.

 

SUOR DAS FÊMEAS

Aparece quando os filhotes ainda não saíram do ninho. A fêmea, bem como os filhotes, apresenta o peito todo molhado, às vezes o próprio ninho fica úmido.

O suor das fêmeas ocorre devido às diarréias que atacam os filhotes. Estes podem ser provocadas por doenças como a Salmomelose ou mesmo por problemas alimentares. É bom relembrar, a esse respeito que os pássaros não têm glândulas sudoríparas.

 

TAXOPLASMOSE

Doença bastante grave ocorre especialmente nos filhotes e pode ser fatal.

Sintomas: As aves mostram-se tristonhas, fracas e apresentam diarréias, as vezes com sangue, no peito o externo fica bastante saliente e o fígado também costuma ficar inchado.

Tratamento: Os mesmos aplicada a coccidiose.

TIFO

Causas: Transmitida pelas fezes das aves doentes, pela água e picadas de mosquitos.

Sintomas: Asas caídas, penas soltas e diarréia verde.

Tratamento: Isolar as aves. Administrar antibióticos e desinfetar com bactericidas. Há ainda alguns criadores que sugerem a eliminação das aves doentes.

 

VARÍOLA

Causas: Bactéria que se desenvolve na ave num período de 1 a 3 semanas, transmitida por parasitas, insetos, moscas e pelas aves.

Sintomas: Queda de pequenas plumagens ao redor dos olhos, as vezes as pálpebras engrossam, furúnculos, partes mais atingidas ápica, bico, faringe e orelha.

Tratamento: Separar a ave, passar desinfetante e bactericida, evitar moscas e insetos fiquem transitando nas aves sadias. As aves atacadas e curadas ficam imunes a doença.



Categoria: Doenças e Medicamentos
Escrito por Paulo Moreira às 00h13
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

SABIÁ LARANJEIRA

ANTES DE COMEÇAR SUA CRIAÇÃO, FAÇA SEU CADASTRAMENTO NO SISPASS

 

Criação

"Vamos falar sobre a criação de sabiás. Embora haja inúmeras outras formas, iremos nos restringir à espécie que consideramos a mais popular e a mais cultivada pelos passarinheiros, o sabiá laranjeira (turdus rufriventris). Conhecido também como sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo. O macho pode ser o sabiá ou a sabiá, tanto faz. Sem dúvida, são dos melhores cantores que existem em todo o mundo. Foi motivo – com muito merecimento - de inspiração para renomados poetas elaborarem seus famosos versos, como escreve Gonçalves Dias “minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá - as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá” e nosso poeta e músico maior, Chico Buarque “vou voltar para o meu lugar - e é lá - que eu hei de ouvir cantar - uma sabiá” . São belos pássaros de médio tamanho cerca de 25 cm e por isso precisam de gaiolas e viveiros adequados para poderem sobreviver com plena saúde. A grande maioria dos passarinheiros que os mantém não costumam levá-los para passear como os bicudos, coleiros e curiós. O sabiá tem muita dificuldade em adaptar-se em ambientes estranhos, não se acostuma facilmente com objetos diferentes, a gaiola é muito grande e por isso é desaconselhável retirá-lo de locais daonde está ambientado. Além do que, uma vez assustado bate a cabeça nas hastes e nos ponteiros das gaiolas e chega a se ferir gravemente e cada vez com mais intensidade, e se matar se não for socorrido em tempo. Para evitar isso, é bom que se coloque uma proteção de pano ou papel nos lados da gaiola para que ele se acomode melhor. Não há torneio de canto para esses pássaros, na realidade ficam restritos a conviver na residência dos mantenedores. Muita pessoas – 20% dos lares brasileiros tem aves - querem tê-los perto de si e escutar o seu canto mavioso, é proibido capturar na natureza, então procriá-los em larga escala é única solução para atender a demanda. Temos que ser realistas e deixar de poesia, produzir domesticamente pássaros não é falar ou dizer é praticar efetivamente a preservação. Nada como ter-se o prazer de criar uma vida nova e é uma obrigação que temos, a de preservar de todas as formas possíveis os nossos pássaros nativos, os nossos pássaros autenticamente brasileiros. Se forem pássaros mansos e acomodados, especialmente a fêmea, reproduzem com muita facilidade em ambientes domésticos, dessa forma poderemos conseguir preservar os dialetos de canto de mais qualidade, esse é o principal estímulo. A Portaria 118 do IBAMA, está aí para possibilitar criadouros comerciais e incrementar a reprodução doméstica, ganhar dinheiro de uma forma gratificante e fazer o que gosta, como é bom. Nos dias de hoje, para nossa sorte e surpresa a população da sabiá laranjeira - à medida da cessação/diminuição da caça predatória - tem aumentado muito, especialmente nas grandes cidades. A degradação das densas florestas, por incrível que pareça, tem favorecido a reprodução na natureza dos sabiás laranjeiras que apreciam florestas ralas e esparsadas. Podemos vê-los, em densas populações nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Cuiabá, Porto Alegre, Rio de Janeiro, talvez pela falta de inimigos naturais ou muitas árvores frutíferas nos quintais. Nesses locais, infelizmente, os respectivos cantos são de péssima qualidade. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica. A coloração de suas costas é cinza-escuro, peito esbranquiçado, gola raiada de tons preto e branco e abdome vermelho alaranjado que pode mudar de tom conforme a região, a do nordeste brasileiro é bem mais claro, bem mais amarelado. Não há disformismo sexual, a fêmea é exatamente igual ao macho, não se consegue separar um do outro, facilmente. Na natureza, procria entre os meses de setembro e janeiro. Preferem as beiradas de matas, pomares, capoeiras, beiras de serras e estradas, praças e quintais, sempre por perto de água abundante. É um pássaro territorialista, e demarca uma área geográfica quando está em processo de reprodução e não aceita a presença de outras aves da espécie, a fêmea também é muito valente. Ao iniciarem-se as chuvas ao final do mês de agosto, cantam muito para estimular suas fêmeas e fixarem sua morada, notadamente ao amanhecer e ao entardecer. Quando não estão em processo do choco ou na fase do fogo e que a libido está em alta, quase não cantam e podem ser vistos agrupados, especialmente no chão a comerem frutos e insetos. Consomem quase todas as frutas de pomares com preferência para o mamão e abacate e de árvores silvestres abundantes em nosso País. Apreciam também pimenta, amora, mariana e alguns legumes. Seu canto é longo e melodioso assemelhado ao som de uma flauta e dependendo do local pode-se escutá-lo a mais de um quilômetro de distância. Alguns repetem o canto e chegam a passar até dois minutos emitindo-o, sem parar. A frase musical de qualidade varia de 10 a 15 notas, sendo que ele costuma variar a seqüência das notas modificando-as para dar maior beleza ao canto, inserindo inclusive os curiangos “krom-krom” ou os joão-de-barro “quel-quel-quel”. . Uma maravilha da natureza, uma sinfonia, o canto do sabiá laranjeira. Existe uma infinidade de dialetos, cada região possui o seu próprio. A maioria são lindíssimos, os mais importantes são: o “cai-cai-balão”, o camboriú, o “to-to-ito” e o “piedade”. Este último é o mais solicitado de todos, oriundo de Minas Gerais na região de Carmo do Paranaíba, Patrocínio e Patos de Minas. Nesse canto, o sabiá diz claramente: piedade-sinhô/piedade/tendó-de-nós/piedade/sinhô..... Muitos criadores estão procurando conservar este canto e a tendência, quem sabe, é considerá-lo futuramente como padrão. Existe também o canto “trinta e oito”, de frase curta e muito repetitivo são poucos os que gostam dele, muito comum, porém, no Estado do Rio de Janeiro. Toda sabiá laranjeira emite ainda os cantos: a) peruzinho, em volume baixo quando está com raiva, assim: siri–fririri-serere-siriri-friri-sriri.... às vezes dura mais de dois minutos, estufa-se toda, vira uma bola, pula de um lado para outro e o emite para mostrar sua valentia ao rival e se for o caso partir para vias de fato ; b) a castanhola, assemelhado a um tá-tá-tá-tá, também é um canto provocativo; c) a corrida, em um volume alto, muito emitida no início do acasalamento – serve para marcar o território e desafiar pretensos rivais - seria um til-til-til-til-til-til bem forte. E o miado, o macho diz muito claro, parecendo um gato, “minhau” “minhau” várias vezes, é o sinal de sua presença para a fêmea. Tem-se que ter muito cuidado, no entanto, para ensinar canto aos filhotes, senão ele aprende a chamar cachorro e repetirá “tui-tui-tui-tui-tui.......”- sem parar, é horrível escutar este tipo de canto. O sabiá é uma ave longeva, vive até trinta anos, dependendo de sua saúde e do trato que se lhe dispensa, há registro de um que viveu 32 anos. A alimentação básica deve ser de ração - a da Trill é das melhores - complemente com frutas como maçã, pera, banana prata/marmelo verdoengas e abacate pouco amadurecido. É salutar que de disponibilize, também, farinhada tipo broa com ovo e adicionando Mold-Zap® à base de 1 gr. por quilo. Três dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água. Já sua alimentação especial para a fase de reprodução deverá ser a seguinte: quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparada: 5 partes de milharina, 1 parte de farelo de soja torrado,/ 1 parte de germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo), / sal 2 gr. por quilo, / Mold-Zap® 1 gr. por quilo, / Mycosorb® 2 gr. por quilo. Após tudo isso estar muito bem misturado, coloque na hora de servir, para duas colheres dessa farinhada, uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de “aminosol®”. Dar-se larvas, utilizando a chamada Tenébrio molitor, oferecer até o filhote sair do ninho, à base de 5 de manhã e 5 à tarde para cada filhote. Excelente também a utilização de minhocas, dessas da califórnia e de fácil criação. Muito importante, oferecer-se o Calcigenol 3 gotas junto com 5 de Aminosol em 50 ml para a fêmea enquanto os filhotes estiverem no ninho. Outra questão relevante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser claro mas com setor bem sombreado, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 30 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%. O sabiá não gosta de muito sol direto, por isso deve-se ter muito cuidado com o calor excessivo que pode ser fatal. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criá-los em viveiros, grandes ou pequenos, todavia, não o aconselhamos. O manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Nunca coloque outros pássaros juntos com eles, são super agressivos e costumam matar sem piedade, sem dó qualquer outro pássaro, ainda mais se estiverem em processo de reprodução. Para quem optar por utilizar gaiolas – que tem a relação custo/benefício menor - elas devem ser de puro arame, com medida de 1m comprimento X 40cm largura X50 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral. A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar papel, tipo jornal, para ser retirado todos os dias logo que a fêmea tomar banho, momento que se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia bem cedo. Entretanto, da época da reprodução, coloca-se uma vasilha com terra molhada bem limpa misturada com raiz de capim de 12 cm., deixar a banheira, também, com água sempre à disposição para que ela se molhe na água e depois utilizar a terra molhada para fazer o ninho com barro e raízes que lhe estão disponibilizadas. Coloque vasos limpos e desinfetados de xaxim tamanho médio e certamente ela utilizará esse recipiente para fazer o ninho, tipo taça. Assim que ela botar os ovos, depois de dois dias que estiver deitada sobre eles, observe se o ninho não estiver bem feito – é comum que fique pontiagudo e cheio de ferpas, o que poderá ferir os filhotes -, nesse caso, arranje desses ninhos de belga dos grandes 14/15 cm de diâmetro (canários franceses ondulados) para colocar e proteger melhor os ovos, e tornar o ninho macio ela gostará e aceitará tranqüilamente. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada. As sabiás fêmeas podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. No manuseio do macho, o melhor, é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo da fêmea. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias. Com 9 meses, já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7O ao 10o dia, com 4,5 mm de diâmetro - bitola 7 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis. A título de informação para reproduzir o sabiá bahiano (Turdus fumigatus) e o sabiá coleira (Turdus albicollis) os procedimentos são praticamente idênticos".

 

 



Categoria: Criação de Pássaros
Escrito por Paulo Moreira às 20h01
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

TICO-TICO

ANTES DE COMEÇAR SUA CRIAÇÃO, FAÇA SEU CADASTRAMENTO NO SISPASS

 

Criação do Tico-Tico
Comem de tudo

"Eles são pássaros maravilhosos no canto, e sua criação requer muita atenção aos detalhes que eu diria serem simples !!
Na natureza tem hábitos rasteiros, inclusive para a confecção dos ninhos. Nas gaiolas, eu dou preferência a colocá-los na parte inferior das voadeiras.
Bem, para começar bem é necessário que você adquira um bom casal de um criador idôneo, seja ele amadorista ou comercial, porém com o devido registro de nascimento do pássaro em cativeiro. Adquira somente pássaros de boa procedência !
Prepare a gaiola ( eu uso a G3 da Esteves ), colocando várias opções de ninhos. Eu coloco ninhos de canários e de bicudos para que a fêmea escolha o que melhor lhe convier. Além disso, disponibilize-os em grande quantidade e em locais diferentes. Somente assim consegui dar opções a fêmea que antes gostava de botar os ovinhos no fundo da gaiola ! Se ela fizer isso coloque um ovo de plastico em um dos ninhos que certamente ela irá botar o próximo ovo neste ninho ! Aqui em casa funcionou assim !
O macho eu somente soltei no momento em que a fêmea preparou o ninho e pediu gala !
Bem, escolhido o ninho, ( ah, não esqueça de colocar bastante material para a confecção do ninho ), ela fará a primeira postura. Retire o ovo e guarde em um local seco com a parte mais fina para baixo. No lugar deste, coloque um ovo de plástico de canários !
No dia seguinte repita o procedimento com a postura dos demais ovos, que pode variar de 2 a 3 ovinhos.
Quando perceber que ela iniciou o choco, devolva a ela seus ovos e a deixe chocar ! Neste momento você poderá ou não separar o macho ! Eu já criei com o macho junto e também separando o mesmo ! Tudo vai depender de você reparar se o macho deixa a fêmea chocar tranquilamente ! Em caso de machos muito fogosos, ele poderá quebrar os ovos para galar novamente ! Nesse caso, basta colocar a grade de separação e deixa-la tratar sozinha dos ninhegos.
Bem, quanto a alimentação, este é um item importantíssimo ! Quando os pássaros na natureza percebem que a disponibilidade de comida e água será pequena, os mesmos não criam ! Isto é instinto de proteção !
Neste caso, ofereça uma grande fartura de comida, devidamente equilibrada ! Aqui no meu criadouro meu veterinário prepara a mistura balanceada que vai alpiste, painço branco, amarelo, verde e preto, cânhamo, perilla, linhaça e arroz cateto. Além desta mistura, oferecemos separado uma papa de frutas cristalizadas além da farinhada com ovos.
Não esqueça que a larvas de tenébrios são fundamentais ! Água ´limpa e filtrada trocada diariamente também !!!
Com isso, a certeza de cria e sucesso na proliferação de lindos filhotes será certo !
Não esqueça de anilhá-los entre o 4 e 5 dia de vida, com anéis invioláveis conseguidos através do IBAMA. Para isso cadastre-se no site http://www.ibama.gov.br/sispass , pague a taxa de anuidade e siga as orientações.
Muitos outros ciradores tem técnicas parecidas e algumas coisas diferenciadas, que varia de região e conhecimentos, mas via de regra, o básico é isso "!



Categoria: Criação de Pássaros
Escrito por Paulo Moreira às 19h50
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

CANÁRIO DA TERRA

ANTES DE COMEÇAR SUA CRIAÇÃO, FAÇA SEU CADASTRAMENTO NO SISPASS

 

DESCRIÇÃO: "O canário-da-terra está classificado cientificamente como Sicalis flaveola. A subspécie brasiliensis é popularmente conhecida como canário-da-terra verdadeiro, chapinha, canário-da-telha, canário-de-briga, cabecinha-de-fogo, canário-de-bulha e outras denominações vulgares regionais.

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: Esta subespécie tem dilargada área de distribuição e habitat no território brasileiro. Abrange os estados do Norte-Nordeste, iniciando no Maranhão até a região sudeste, atingindo Minas Gerais até o sul do Estado de São Paulo e algumas localidades do norte do Estado do Paraná. Daí para baixo, até o Rio Grande do Sul, incluindo o Estado do Mato Grosso do sul, existe a subespécie pelzelni, conhecida pelos nomes populares de canário-da-terra do Sul, canário-do-Oeste, canário-do-Mato Grosso, canário-da-horta, canário-da-terra cinzento, canário do campo, e outros nomes regionais. Ele tem coloração cinza-amarelada, não tão intensa como a primeira subespécie aqui citada.

GENERALIDADES: As duas subspécies, segundo consta de dados oficiais (extraídos de relações de aves registradas em associações e clubes ornitológicos, bem como no IBAMA), o de canário-da-terra é a ave canora que possui, em nosso País, o maior número de exemplares cadastrados e mantidos em cativeiro. O canário-da-terra (CT) é muito conhecido e estimado pela maioria dos passarinheiros de quase todo o Brasil. A sua popularidade advém não só pelo seu canto, sua agilidade, elegância, fogosidade, índole belicosa, vivacidade, boa saúde, mas também por outros predicados, como, por exemplo, a facilidade de criação em gaiolas-criadeiras.

CRIAR PARA NÃO EXTINGUIR: Nestes últimos dez anos, houve enorme incremento de sua criação em domesticidade, com muito sucesso, já que ornitófilos conscientes verificaram que, este pássaro tão espetacular, já estava extinto em várias localidades, onde, outrora, era abundante e encontradiço em bandos numerosos. Assim, o lema que adotei há vários anos atrás é criar para não extinguir. Devemos, pois, criá-lo em nossas casas para que as gerações futuras tenham ainda o privilégio de tê-lo como animal de estimação, usufruindo suas cantorias, tão apreciadas.

AQUISIÇÃO DOS REPRODUTORES: A compra das matrizes para iniciar uma criação doméstica deve ser vetoriada na qualidade do plantel e não na quantidade dos exemplares, visando sempre a estirpe dos reprodutores. Não há necessidade de um número elevado de casais. Se o objetivo for criação voltada para uma futura comercialização e pássaros para participação em torneios e exposições, o ornitófilo deve dar preferência a aves cuja origem genética seja de boa procedência, adquiridas de criadores credenciados e de prestígio, com aves registradas no IBAMA. A compra há que ser feita mediante Certificado de Transação de Passerifiormes CTP, ou nota fiscal, se o pássaro vier de um aviário/criadouro comercial. De outro lado, o futuro criador deve se filiar a um Clube ou Associação Ornitológica e cadastrar seus pássaros no IBAMA.

CRIAÇÃO DOMÉSTICA: O canário-da-terra. pode ser criado facilmente em pequenos viveiros gaiolões ou gaiolas-criadeiras. Mas para facilidade de manejo, a melhor maneira é a criação em gaiolas, que podem ser totalmente aramadas (arame galvanizado), como de armação de madeira e fios de arame. Eu comecei criando em gaiolas de armação de madeira e fios de arames liso, com 1,00 m.(comprimento) X 0,50 cm.(altura) e 0,50 cm.(largura). Depois, passei para outras com 0,80X0.45X0,30 cm e, mais recentemente, as totalmente construídas de arame, com 0,60X0,40X0,30, que me parecem ser as mais higiênicas e ergonômicas, inclusive aquelas providas de grades no piso, separando o assoalho, para que as aves não tenham contato com as fezes e grade central removível. O tamanho ideal de uma gaiola, para acomodar individualmente um canário-da-terra adulto, pode ter: 0,50 cm. (comprimento), 0,20 de largura e 0,50 de altura. Poleiros lisos e roliços, todos do mesmo diâmetro, que vêm juntos com as gaiolas, devem ser trocados por outros, de galhos ou ramos de árvores, de diferentes diâmetros, por exemplo, um fino, um médio e outro grosso. Eles são mais naturais, como acontece na vida silvestre. Poleiros lisos, industrializados, iguais em espessura, acabam acarretando crescimento exagerado das unhas, deformações nos nervos, músculos e articulações dos dedos e pés dos pássaros. Além disso, o CT gosta de dormir em mini-poleiros, denominados maritacas ou dorminhocos, por isso é interessante instala-los na parte superior das gaiolas.

CAIXAS-NINHOS: Como o canário-da-terra utiliza, na natureza, como local de nidificação, buracos, ocos ou cavidades, é importante colocar, nas gaiola-de-criação, caixas-ninho de madeira, com tamanho variando entre 0,25/0,20 cm. (comprimento), 0,12/0,10 (altura) e 0,14/0,12 cm. (largura), medidas interiores. A caixa-ninho deve ter um buraco de entrada, uma tampa móvel para observação na parte superior, uma grade protetora (para evitar fugas) e duas dependências internas, tipo sala/quarto, isto é, dois compartimentos interligados e separados por um pequeno tabique de madeira, colado no piso da caixa. Na parte reservada ao quarto (parte do fundo) é o local onde a tijela do ninho será construída.

MATERIAL PARA NINHO: o ninho poderá ser composto dos seguintes materiais: fios de saco de aniagem (juta ou estopa) com 8/10 cm. de comprimento, fios de crina e/ou rabo de cavalo, raízes de capim amargoso, erva cidreira, etc, radículas, talos e folhas secas de gramíneas ou capim, fibras de sisal, fiapos e tiras finas e macias que revestem troncos de coqueiro, palha de milho, gavinhas e gravetinhos bem finos e flexíveis, lascas de folhas secas de bananeira, lã desfiada entre outros materiais. Estes materiais devem ser fornecidos em quantidade suficiente para que a tijela do ninho possa ser construído dentro das caixas-ninho.
As gaiolas não devem ser posicionadas uma em frente das outras, mas uma ao lado da outra, com vedação entre elas, para que os reprodutores de uma gaiola não possam ver os seus vizinhos. Se os casais tiverem acesso visual ocorrem brigas e a criação se inviabiliza.

CRIAÇÃO DOMÉSTICA: Para a criação em nossas casas, precisamos escolher um local adequado. A dependência onde as gaiolas criadeiras irão ficar deve, preferencialmente, ser um local que tenha claridade, onde alguns raios de sol possam entrar na parte da manhã. Todavia, isto não é fundamental. O local, porém, deve ser arejado, com boa ventilação, mas livre de correntes de ar e vento encanado. Não pode ser abafado, muito quente, úmido ou frio em demasia. Em geral, o período criatório, no Estado de São Paulo, inicia-se nos meses de setembro/outubro, terminando em março/abril, podendo prolongar-se até maio, dependendo das condições climáticas, da muda de penas e do comportamento dos reprodutores.

Um canário-da-terra (CT), desde que bem tratado, pode viver em cativeiro por cerca de 12 anos ou um pouco mais. Na natureza eles têm vida mais curta, talvez em torno de 5/6 anos, em função de maior desgaste de energia na procura, obtenção e disputa por alimento, ataque de predadores, competição para acasalamento, brigas entre indivíduos da mesma espécie e/ou com aves de outros gêneros, doenças sem tratamento, inclemência das condições atmosféricas, caça, intoxicações por agrotóxicos, alimentação deficiente e outros.
A chave no sucesso da criação doméstica baseia-se na higiene e na profilaxia de enfermidades, parasitas e/ou microrganismos nocivos. Por isso a limpeza deve ser realizada com regularidade, com faxinas rotineiras de todos os componentes do criadouro para eliminação de focos de matéria orgânica, bactérias, germes e insetos. Toda sujeira precisa ser eliminada, combatendo-se, também, piolhos, ratos, formigas, baratas e lagartixas, que podem invadir os ninhos e gaiolas.

ALIMENTAÇÃO: Sementes: Como alimento básico pode-se ministrar uma mistura de sementes alpiste (60%) e o restante da mistura composta por grãos de painços, também conhecido por milho-alvo (amarelo, verde, preto e vermelho, branco), milheto, niger, aveia, senha e painço português. O CT não aprecia muito as sementes de linhaça, nabão e colza. Nesta mistura de sementes acrescentamos uma emulsão de óleo de fígado de bacalhau, na proporção de uma colher de sopa para cada quilo de grãos. A emulsão é derramada por cima das sementes. Após isso, revolve-se, com as mãos, as sementes para que este suplemento vitamínico se incorpore aos grãos. Pode-se, ainda, fornecer, supletivamente: fubá-grosso, quirerinha bem fina de milho (milharina ou sêmola de milho), grãos quebrados de arroz integral descascado e de trigo. Farinhada: Deve-se entender como farinhada a mistura de vários tipos de farinhas (aveia, soja. milho, trigo, arroz, rosca, etc), acrescidas de suplementos de proteínas, aminoácidos, ovo em pó liofilizado, vitaminas, sais minerais e outros componentes. As farinhadas são fundamentais para a criação. Muitos criadores preferem, eles próprios, fabricar seus concentrados, com fórmulas caseiras. Mas, o mais prático, é adquirir estas farinhadas já prontas para uso, com fórmulas balanceadas e padrão internacional de qualidade. Existem diversas marcas, tanto importadas, como nacionais. A farinhada deve ser fornecida em pequena quantidade (para evitar fermentação), em potinhos de louça, cerâmica esmaltada, vidro ou plástico. Legumes: pepino, jiló, maxixe, berinjela, e polpa cozida de batata doce. As verduras mais apreciadas são: almeirão, escarola (chicória), catalonia, couve, rúcula, espinafre, agrião, mostarda, acelga, folhas de beterraba, cenoura, caruru (bredo). Frutas: banana, maçã, laranja, goiaba, amora, araçá, pera, melão (parte branca perto da casca), figo e mamão (não muito maduro).
Para finalizar é mencionado, abaixo, os vários prazos na criação do canário-da-terra em cativeiro: construção do ninho de 5/6 dias, dependendo do fornecimento de material. Quando existe fartura de materiais, os ninhos podem ser construídos pelas aves em 2/3 dias; Ovipostura 1/6 ovos, média 4 ovos; Lapso de tempo entre uma postura e outra (quando ocorre choco e nascimento dos filhotes: 35/40 dias; Choco-incubação: 12/13 dias; Anilhamento: 8/10 dias; Empenação dos filhotes: 12/15 dias; Saída do ninho: 13/16 dias (máximo 18 dias); Filhote comendo sozinho: 27/30 dias (mínimo 22 dias máximo 38 dias) ; Separação dos filhotes : média 30/35 dias até 40 dias; Penas completamente crescidas: 50/70 dias (primeira muda) ; Muda de adulto: 12 a 15 meses; Muda de ninho: 4 a 6 meses; Canto: currucheio ou início do chulrriar: 75 dias em diante após o nascimento".



Categoria: Criação de Pássaros
Escrito por Paulo Moreira às 19h42
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

coleiro

 

ANTES DE COMEÇAR SUA CRIAÇÃO, FAÇA SEU CADASTRAMENTO NO SISPASS

CRIAÇÃO DE COLEIRO
"O Coleirinha conhecido também como Papa-Capim, alimenta-se na natureza geralmente de sementes de capins. Para um filhote macho virar Coleiro definitivamente é preciso um ano de idade.
O Coleirinha é conhecido pelo canto, bastante agradável aos ouvidos humanos.

É extremamente territorialista na época de reprodução. Na natureza, nesta época, eles deixam de andar em bandos e marcam seu território cantando, proibindo outros machos na região demarcada e permitindo a permanência somente da fêmea. Quando outro macho adentra seus domínios, o Coleirinha sai para enfrentá-lo e expulsá-lo.

Algumas vezes acontecem brigas, mas não é comum que um dos pássaros saia machucado, pois eles se respeitam.
A mesma regra vale para uma fêmea. Só que com uma diferença: se uma fêmea invade o território de um macho, a sua companheira é que se encarregará de expulsá-la.

O Coleirinha adapta-se bem à vida em gaiolas e viveiros. Na época de reprodução, os criadores promovem os torneios de fibra, que são observados a quantidade de cantos de um pássaro em relação aos demais.

Quando tratado com os devidos cuidados não fica agitado voando de um lado para outro, não se bate contra as grades e nem se machuca.
Mede 11 cm de altura, o coleiro possui vários estilos de canto. As fêmeas possuem coloração parda, assim como os filhotes. Filhotes machos adquirem a plumagem de adulto com cerca de 18 meses de idade.

Em cativeiro, quando bem tratado, vive em média de 10 a 14 anos.
Criação:

A época de procriação vai de setembro a março, onde a fêmea põe geralmente 2 a 3 ovos, que serão chocados por 13 dias. Poderá criar 4 ninhadas ao ano.

Para trato dos filhotes é extremamente fundamente servir larvas de tenébrio. Com 35 a 40 dias podem ser separados dos pais.
Na criação em cativeiro o filhote deve ser anilhado no mínimo aos 3 dias e no máximo 5 dias após seu nascimento. Segundo tabela de anilhamento IN 01/03 IBAMA a anilha utilizada é a de Diâmetro 2,2.
Para cada matriz (casal) o criador poderá solicitar no máximo até 12 anilhas por temporada.

Alimentação:

Pássaro Granívoro.

Alimenta-se de grande variedade de sementes entre elas: alpiste, painço, cateto, aveia em casca, nabão, painço preto, painço verde, painço vermelho e senha. Aconselha-se variar as sementes durante a semana, mantendo os recipientes limpos e livres das cascas. Água limpa e fresca, de preferência filtrada. Importante um complemento vitamínico periódico.

É importante oferecer ao pássaro areia limpa misturada com cascas de ovos moída e outras misturas de complexos minerais.
Durante a criação, acrescentar a alimentação farinhadas e alimentos vivos como cupins e larvas de tenébrios".



Categoria: Criação de Pássaros
Escrito por Paulo Moreira às 19h31
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

TRINCA FERRO

 

 

ANTES DE COMEÇAR SUA CRIAÇÃO, FAÇA SEU CADASTRAMENTO NO SISPASS

O Trinca-ferro (Saltator similis) tem sua alimentação muito diversificada. Alimenta-se de uma grande variedade de sementes (alpiste, painços, girassol, aveia, cártamo, lentilha, sorgo, cânhamo...), rações peletizadas, frutas e legumes. Para quem está querendo criar em larga escala, esta diversificação acaba complicando muito o manejo e dificultando as condições de higiene, podendo levar as aves a quadros de diarréias e intoxicações diversas. Outro problema é que a ave adquire preferência por certos alimentos, como sementes maiores e mais oleosas, e isso faz com que sua dieta fique desbalanceada, levando a quadros de obesidade e subnutrição.

O ideal seria que o pássaro recebesse uma dieta única, onde ele possa ter todos os nutrientes que necessita (proteínas, açúcares, gorduras, vitaminas e sais minerais). As rações extrusadas facilitarão muito este trabalho e com certeza teremos melhores resultados.

Vou relatar minha experiência onde uso uma ração peletizada, como base da dieta, uma farinhada de boa qualidade, grite mineral e suplementação de aminoácidos, vitaminas e minerais.

Uso tanto na ração peletizada quando na farinhada, 1% do suplemento.

Alimento Vivo: É necessário fornecer larvas de tenébrio, como fonte de proteína animal para os filhotes. Nos primeiros dias de vida dos filhotes as fêmeas procuram basicamente por alimentos vivos. Um provável substituto será a farinha de minhoca, sendo adicionada na farinhada numa proporção de 2-3 %.

Água: A água de beber deve ser filtrada e os bebedouros bem limpos.
Os trincas têm o hábito de levar alimento para o bebedouro, criando assim um ambiente propício para surgimento de bactérias e de fungos. Por isso o bebedouro deve ser bem lavado.

FASES DA CRIAÇÃO

Considerando que temos três fases na criação, reprodução, muda e manutenção, fornecemos estes alimentos da seguinte forma:

FÊMEAS

Reprodução – Fase de maior exigência, onde além das necessidades de manutenção a ave tem que produzir ovos e tratar dos filhotes.
Nesta fase é fornecida a ração peletizada e a farinhada seca, quando ainda não se tem filhotes, e umedecida, para trato dos filhotes.

Muda – É uma fase também de muita exigência e estresse.
Nesta fase é fornecida a ração peletizada e a farinhada seca, diminuindo a quantidade de farinhada à medida que a muda vá terminando.

Manutenção – É a fase de menor exigência, onde devemos preparar a ave para reprodução. Nesta fase a ave teve estar com uma plumagem completa, e uma condição corporal que possibilite passar pela fase de reprodução com uma boa produtividade sem prejudicar sua saúde.

Nesta fase é fornecida basicamente a ração peletizada. Com a aproximação do período reprodutivo, inicia-se com a farinhada em pouca quantidade e vai-se aumentando. Este aumento de alimento auxilia na preparação das aves para a reprodução.

Em todas as fases é fornecido o grite mineral à vontade.

MACHOS

Podemos seguir o mesmo esquema das fêmeas, fornecendo uma quantidade menor de farinhada do período de reprodução.

ESCORE CORPORAL

Para facilitar uma análise da condição corporal dos nossos pássaros, pensei numa forma de avaliação. Desta forma poderemos dizer com maior facilidade se o pássaro está gordo, magro, obeso ou em caquexia.

Escore um: Pássaro muito magro, peito em facão, musculatura atrofiada (caquexia).
Escore dois: Pássaro magro, peito com perda de massa muscular.
Escore três: Passaro com a musculatura cobrindo toda a quilha do peito, podendo apresentar pequena camada de gordura abdominal.
Escore quatro: Pássaro apresenta grande quantidade de gordura abdominal.
Escore cinco: Pássaro com grande quantidade de gordura no abdômen e no peito (peito-de-bombo).

O ideal é que o pássaro entre em reprodução com o escore corporal entre três e quatro.


GAIOLAS PARA CRIAÇÃO

O tamanho ideal para as gaiolas de criação é de 80 cm de comprimento, 40cm de altura e 30cm de profundidade para as gaiolas das fêmeas e 40x40x30 para os machos. As gaiolas devem ter uma grade móvel no fundo a uma altura maior que 3 cm da bandeja. Com esta grade evita-se que as fêmeas puxem o papel do fundo e diminui o contado direto com as fezes.

POLEIROS

Não podem ser lisos, de preferência frisados, com diâmetros variados.


NINHO

O ninho pode ser confeccionado em bucha ou sisal, com diâmetro de 10,5 cm e 6 cm de profundidade.

É importante fornecer raízes, sisal cortado em pedaços de até 8cm ou fibras de folha de coqueiro, para que a fêmea confeccione o ninho.

A maioria das fêmeas roda o ninho, mas deixa nele pouco material.

Algumas chegam a encher o ninho criando um espaço com o diâmetro bem menor.

SALA DE CRIAÇÃO

Deve ser bem clara e arejada. Deve-se evitar cantos retos como soleiras de janelas, para que não haja acúmulo de poeira, penas, restos de alimento etc.

O Piso deve ser de fácil limpeza e as paredes de cor clara.

HIGIENE

A melhor forma para se proceder na limpeza de qualquer utensílio, é seguir esta seqüência:

Primeiro temos que retirar as partículas maiores com jato de água. Isso facilita a ação dos detergentes e desinfetantes nas superfícies.

Em seguida podemos deixar de molho numa solução com detergente por 20-30 minutos e depois com uma escova ou uma bucha esfregar toda a superfície.

Enxaguar bem e depois fazer a desinfecção, que pode ser com uma solução de hipoclorito (cloro), quaternários de amônia etc.

Existem no mercado detergentes clorados, que eliminam a necessidade da desinfecção.

Þ Gaiolas – As gaiolas devem ser limpas todos os dias, retirando o papel da bandeja, lavando a grade com água e detergente e desinfetando-a com uma solução colorada a 300- 400 ppm (25 ml de cloro a 12% em 10 litros de água). É claro de outros desinfetantes podem ser usados.

O uso do calor para desinfecção das gaiolas é importante e deve ser feito pelo menos uma vez ao ano. Pode ser usado uma vassoura de fogo ou estufas.

Þ Poleiros – O uso da grade no fundo da gaiola, diminui muito as sujidades nos poleiros. O criador deve observar bem a posição dos poleiros para que ao defecar o pássaro não suje o poleiro que estiver abaixo.

Os poleiros devem ser mantidos sempre limpos.

Þ Bebedouros – Devem ser bem lavados, escovados e desinfetados todos os dias, pois os trincas têm o hábito de umedecer o alimento, criando na água do bebedor um ambiente propício para bactérias e fungos.

Þ Comedouros – Devem ser limpos pelo menos uma vez por semana, mas o criador deve ficar atento, pois assim como nos bebedouros, o alimento umedecido incrustado cria um ambiente favorável principalmente para os fungos.

Þ Sala de criação – Não deixar acumular penas e restos de alimentos no chão. O uso de bandejas móveis sob as prateleiras diminui a necessidade de varrer o local todo o dia, estressando menos os pássaros.


MÉTODOS DE CRIAÇÃO

O criador pode optar por duas formas de criação: MONOGAMIA ou POLIGAMIA, que dependerá da finalidade da criação.

A monogamia é o sistema onde há formação do casal, onde os dois ficam responsáveis por alimentar os filhotes.

Vantagem:
Þ Menor trabalho com manejo reprotudivo;
Þ Maior facilidade na alimentação dos filhotes.

Desvantagens:
Þ Gaiolas ou viveiros maiores;
Þ Necessidade de espaço maior para criação;
Þ Riscos de agressões aos filhotes;
Þ Melhoramento genético lento;
Þ Menor produtibilidade.


A poligamia é o sistema onde um macho é utilizado para cobertura de mais de uma fêmea, podendo chegar facilmente numa relação de 1:5.

Vantagens:
Þ Gaiolas menores;
Þ Verticalização da produção;
Þ Espaço menor para criação;
Þ Maior produtibilidade;
Þ Melhores condições de seleção genética;
Þ Menor riscos de agressões aos filhotes.

Desvantagens:
Þ Maior tempo dispensado para o manejo reprodutivo;
Þ Ajuda na alimentação dos filhotes.


MANEJO REPRODUTIVO NA POLIGAMIA


Nestas condições a fêmea é a dona do território, exerce dominância, chegando muitas vezes a demonstrar agressividade na presença do macho. O macho demonstra respeito pela fêmea, às vezes medo.

Para facilitar o cruzamento, precisamos de fêmeas dominantes sem agressividade e machos que respeitem as fêmeas, mas que não tenham medo.

Fêmeas muito agressivas ou macho com medo, representam maiores dificuldades para o cruzamento.

É comum as fêmeas de trinca pedirem gala mesmo não estado prontas. Este comportamento é chamado pelos criadores de “gala falsa”. Normalmente estas fêmeas são boas criadeiras e é um sinal que estão bem adaptadas ao cativeiro.

A “gala falsa” é uma dificuldade a mais na hora de fazer os cruzamento. Brigas são comuns e muitas vezes acabamos perdendo um bom reprodutor, por este ficar com medo da fêmea ou agressivo, não fazendo mais a cobertura.

Na tentativa de diminuir estes acidentes, passo a informar alguns cuidados e observações que o criador deve ter:

Somente tente fazer o macho galar a fêmea, se esta estiver confeccionando o ninho. Se ela pedir gala, mas estiver acompanhado os movimentos do macho, não é a hora.

A fêmea, quando pronta, fica estática, parece estar em transe. Portanto, se estiver movimentando a cabeça ou o corpo, ainda não é a hora.

Normalmente quando ela esta pronta, ela pede gala e junta as penas da cauda para facilitar a cobertura.

Use a grade divisória na gaiola da fêmea. Se o macho entrar na gaiola e ela continuar parada, é sinal que esta pronta. Então volte o macho para a gaiola dele, espere de 20-30 minutos e deixe-o entrar na gaiola, agora sem a divisória.
Se a fêmea pedir gala de costas para o macho, provavelmente ela vai deixar ele galar.

Estas são observações que podem ajudar, mas com o tempo o criador passa a conhecer melhor as fêmeas, e saberá detalhes do comportamento de cada uma, tendo assim melhores resultados.

As fêmeas podem continuar aceitando o macho por até 3 dias. A postura ocorre, normalmente, 2 dias após ela não aceitar mais cobertura.

Se o macho estiver com uma boa fertilidade, uma cobertura é suficiente para fertilizar todos os ovos. No início da temporada é importante deixar o macho fazer mais coberturas até termos maiores garantias da fertilidade. Depois é melhor diminuir as coberturas, assim poderemos cobrir mais fêmeas com um mesmo macho.

INCUBACÃO DOS OVOS

Os ovos serão incubados por 13 dias.

A ovoscopia, para se ter maior segurança, deve ser feita com 5 dias, mas a partir de 3 dias já é possível observar o embrião.


NASCIMENTO DOS FILHOTES

Nos primeiros dias de vida dos filhotes, a fêmea procura basicamente por alimento vivo. É importante fornecer também uma farinhada umedecida de boa qualidade, com níveis de proteína acima de 20%.

É preciso regular a quantidade de larvas de tenébrio, pois o seu excesso pode causar compactação nos filhotes.

O criador pode tentar não fornecer alimento vivo, para isso recomendo adição de 2-3 % de farinha de minhoca na farinhada.


SEPARAÇÃO DOS FILHOTES

Os filhotes devem ser separados entre 35-40 dias.

É uma fase crítica para os filhotes. O estresse da separação pode predispor o filhote a doenças, devido uma baixa nas defesas do seu organismo. Portanto devemos fazer o possível para evitar transtornos nesta fase.

Þ Não junte filhotes de mais de uma ninhada numa mesma gaiola. Caso não seja possível, pelo menos não deixe filhotes mais velhos com os mais novos. Os mais valentes podem bater nos mais novos, prejudicando o seu desenvolvimento e causando estresse.
Þ Fornecer um soro hidratante e ou um complexo vitamínico nesta fase é muito importante, pelo menos uns 7-10 dias.
Þ Mantenha os cuidados com a higiene. Os filhotes experimentam de tudo, inclusive as fezes. Uma gaiola com a grade alta no fundo, é indispensável.
Þ Uma grande preocupação nesta fase é com a coccidiose. Se possível, monitore com exames de fezes o número de oocistos.
Þ Sempre que observar algum filhote com problemas, separe-o para que possa ser melhor tratado.
Þ O principal é não deixar os filhotes adoecerem, pois a recuperação, dependendo do caso, é bem difícil.



Categoria: Criação de Pássaros
Escrito por Paulo Moreira às 19h23
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

CURIÓ

 

ANTES DE COMEÇAR SUA CRIAÇÃO, FAÇA SEU CADASTRAMENTO NO SISPASS

 

Reprodução
"A reprodução começa na escolha das gaiolas ou viveiros. Estes devem ser desinfetados com lysoform a 10%. Elas devem ser colocadas em local arejado, que não seja escuro, não sofra correntes de ar e nem excesso de calor ou frio e, se possível, receba os raios solares da manhã.
O ninho deve ser comprado feito de arame e fios, deve ser colocado no canto da gaiola um pouco abaixo dos puleiros. Também deve amarrar na tela 10 cm de corda desfiada na gaiola para a fêmea arrumar o ninho. Mas antes de coloca-lo na gaiola pulverize-o com a cal para evitar o aparecimento de piolhos.
Você deve escolher um reprodutor fogoso que goza de total saúde, e uma fêmea também com boa saúde que esteja pronta (ajeitando o ninho). Deve-se também evitar o procriamento de pássaros consangüíneos para não ocorrer degeneração. A fêmea deve ter de 1 a 4 anos de idade, que é seu período de postura, embora algumas continuam com a postura mais tempo.
Se ocorrer da fêmea botar, chocar e não nascer os filhotes, deve trocar o macho e, se a fêmea não botar é preciso trocar a fêmea. Depois do nascimento do filhote é aconselhável tirar o macho e deixar só a fêmea cuidar, mas o macho deve estar por perto para ensinar o filhote a cantar.
O acasalamento ocorre no mês de agosto até o fim de março. A Femea com 6 meses a 1 ano começa seu período fértil, ela pode botar de 1 a 3 ovos por ninhada. O período de incubação é de 13 dias.Os Filhotes quando nascem precisam de uma grande quantidade de alimentos. No 12º dia é colocado o Anilho. Mas é comum a fêmea rejeitar o filhote por causa do anilho, por isto deve cobrí-lo com esparadrapo ou outro material fosco da cor da perna do filhote. O anilho deve ser pedido com antecedência à associação a que pertence.
Com 20 a 25 dia os filhotes começam a gorjear. Quando eles estiverem com aproximadamente 30 dias já se alimentam sozinhos e retiramos da companhia da mãe. Isto é muito importante porque um pouco antes deste período a fêmea é galada novamente e pode chocar os novos ovos com tranquilidade.
A alimentação dos filhotes deve ser deixada por conta das mães. Além da alimentação básica, disponibilizamos diariamente mistura da gema do ovo cozido com milharina, milho verde e/ou talo de couve para a fêmea tratar dos filhotes. Nos primeiros três dias deixamos também a fêmea tratar dos filhotes com Tenébrio molitor, que é uma grande fonte de proteína. Colocamos algumas num recipiente com uma pequena camada de milharina toda manhã.
Lembre-se: Um bom filho aprende-se com um bom pai, com os curiós é a mesma coisa um bom canto se aprende com bons instrutores... Caso o pai não seje um bom cantador após a separação do macho coloque outro de bom canto por perto para que o filhote dentro do ovo já escute o canto, se não possuir ou o bom cantador estiver na muda de pena coloque uma fita para ele escutar, quanto mais tocar mais rápido ele irá aprender, mas o ideál seria o canto do pai

Alimentação
A alimentação abaixo descrita é a utilizada atualmente no Aviário Santiago, ela foi desenvolvida mediante a dados coletados em livros e consultas a veterinários. Ela é somente orientativa não nos responsabilizamos pôr eventuais problemas que possam ocorrer . Consulte sempre um veterinário.
Sementes:As sementes deverão constar na alimentação diária em todas as fases da criação na seguinte proporção alpiste 60% ,painço branco 15% , painço verde 10% , arroz em casca 15%. Poderá ser acrescentado também perla, niger , aveia , girassol e cânhamo.
As sementes são uma das maiores fontes de doenças de um plantel pois se armazenadas incorretamente ou ficarem velhas geram fungos ( micotoxinas ), deverão ser adquiridas de um fornecedor conhecido e que tenha boa rotatividade nas vendas para garantir sementes novas . Não estocar sementes pôr mais de 30 dias. Para garantir uma proteção contra fungos acrescentar 2 gramas de Mondizap (antifungicida ) pôr cada quilo de sementes.
Farinhada:A farinhada deverá ser dada de 2 a 3 vezes pôr semana no período de manutenção e diariamente no período da muda de penas e reprodução. Não deixar a farinhada disponível pôr mais de 6 horas, pois ela se deteriora . Cuidado para não deixar as aves obesas pois elas dificilmente procriam quando muito gordas. Abaixo receita de farinhada.

Criação

A grande responsabilidade no sucesso da formação de um curió de alta qualidade, depende do CRIADOR. A base do futuro canto são aprendidas principalmente até o vigésimo oitavo dia de vida. A restante divide-se entre a hereditariedade a e saúde. Nesta fase, ouvir as fêmeas solteiras, outros filhotes, pequenos defeitos em qualquer cantada do pai ou qualquer outro curió, mesmo que, ao mesmo tempo esteja ouvindo a fita ou disco, ou CD para o aprendizado, poderá influenciar o filhote de forma negativa e irreversível por toda vida. Quem quiser criar curiós de alta qualidade deve contar com, no mínimo, 4 ambientes suficientemente distantes ou isolados acusticamente:
1. Um ambiente para o macho galador, podendo ter nesse ambiente, caixas individuais, isoladas acusticamente para poder deixar mais de um macho no mesmo local, impossibilitando que um escute outro, devendo sempre levar a fêmea para galar nesse ambiente. Nunca o macho no local das fêmeas com filhotes.
2. Outro ambiente paras as fêmeas solteiras ( muitas fêmeas não galadas cantam e mesmo as que parecem não cantar, costumam fazê-lo), pois o canto das fêmeas poderá afetar e influenciar o canto do filhote.
3. Outro ambiente onde ficarão as fêmeas galadas, chocando e criando os filhotes.
4. Outro ambiente para os filhotes "desmamados".
Em todos esses ambientes não devemos deixar de passar o canto com som baixo, sempre da preferência do criador.
O grande sucesso de uma criação está nas mãos do criador, pois nada adianta ter excepcionais machos e fêmeas, de altíssima linhagem, de renomados criadores, se faltar muito capricho com esses detalhes, que é fundamental. Um filhote não deve nunca escutar seu pai, outras fêmeas, filhotes de idades diferentes. Devemos ficar atentos com relação a quantidade de filhotes criados, a extensividade leva sempre ao descuido, o insucesso é implacável, as possibilidades serão maiores.
Prefira casais que sejam descendentes, ascendentes, irmãos ou irmãs de curiós que tenham se destacado. Comece com fêmeas de criadores sérios, que levem suas criações no maior capricho e só assim, no decorrer dos anos, você terá uma linhagem definida, não obstante casais que não tenham nenhum padrão genético reproduzam bons filhotes, isto é exceção. Há caso de relatos de fêmeas excelentes criadoras, de até 4 ovos, variando os machos, que passaram toda sua vida reprodutiva e não conseguiram tirar um curió com canto razoável. O filho de um excelente curió pode aprender a cantar um canto defeituoso, bem como o filho de um curió, com canto defeituoso, pode aprender a cantar com perfeição desde que, ele nunca ouça o pai ou outro canto defeituoso. Lembre-se de que os pássaros ouvem cerca de 10 vezes mais do que nós e, dependendo do local, são capazes de ouvir outro curió a mais de 100 metros de distância, por isso, todos os cuidados são poucos.
Sempre prefira fêmeas filhas de pais repetidores comprovados, com voz, andamento de canto, melodia, e sempre evite filhos e filhas de pais que ainda tenham abertura de canto, mesmo o criador certificando que nunca escutou seus respectivos pães. Opte para exemplares com porte. Sempre na venda de filhotes, o belo sempre prevalecerá. A idoneidade do criador é muito importante; tenha sempre referências

Doenças

Canibalismo dos pássaros: É o vício dos pássaros bicarem uns aos outros, comer pena, causando ferimentos, que às vezes leva até a morte. Deve usar o medicamento BICAVE, o canibalismo é causado por espaço limitado, arejamento deficiente, dentre outros.
Coccidiose: É provocada por um protozoário e causa: penas arrepiadas, diarréia, fraqueza, para de cantar, as penas da cauda e da asa caem e fica suja as penas perto da cloaca. O tratamento é feito com penaviar, terramicina e averol.
Verminose: É causada pela má higiêne na gaiola, seus sintomas são: diarréia, fraqueza, tristeza. É tratada com mebendazole, piperazina, folhas de chicória, hortelã e mastruz.
Sarna: Esta doença é causada por um parasita que deixa as pernas dos pássaros mais grossas e infeccionadas. O tratamento é feito com pomadas (quadriderme, hipoglós, neomecina e outras).
Diarréia: Uma doença comum nos pássaros em que o mesmo evacua freqüentemente (liquido abundante). pode ser tratado com alguma gotas de limão, água de arroz ferventado, soro caseiro e em casos extremos usa-se o medicamento "penaviar".
Gripe Coriza ou Resfriado: Os pássaros são atacados nas vias respiratórias perdendo o apetite, dormindo constantemente e parando de cantar. O tratamento é feito com algum antitérmico infantil, terramicina e nacoriza.
Dicas sobre prevenção de doenças

O velho ditado "é melhor prevenir do que remediar" , também é enfatizado pôr nós no trato das aves em cativeiro, em especial o Curió . Procuraremos de forma sucinta descrever os cuidados que tomamos no nosso aviário. Recomendamos novamente que se consulte um veterinário especializado em aves, para uma orientação precisa.

Estresse: As aves em cativeiro necessitam de uma vida social , ou seja ver pessoas , escutar sons , passear , etc. , porem o bom senso deve prevalecer pois expor as aves a situações de incomodo podem causar danos irreparáveis. Portanto devemos evitar a presença de cães, gatos, guarda-chuvas , lagartixas , lugares úmidos , vento , frio , e qualquer outro objeto ou animal que perturbem as aves.

Higiene e Limpeza:Fator preponderante para evitar as doenças , a higiene começa pelo tratador , as mão de quem maneja as aves e de que prepara os alimentos devem ser bem lavadas antes do trato. Com relação as gaiolas o papel de fundo deve ser trocado diariamente ( evite jornais pois a tinta contem chumbo ) , os acessórios de plástico ( comedouros, bebedouros , etc. ) devem ser lavados com água e sabão e freqüentemente desinfetados com ( cloro , amônia, quaternária, iodo , etc. ). As gaiolas devem ser desinfetadas no mínimo duas vezes ao ano e de preferencia com calor , atualmente utilizamos o Vaporetto após a retirada de todos os resíduos. É recomendável a utilização de aparelhos tipo steriler , para purificação do ar .

Quarentena:Quando adquirimos uma ave nova ou participamos de algum torneio , é muito importante que a ave fique pelo menos 20 dias em observação, e se possível submeter a ave a exame de fezes parasitológicos e cultura microbiológica.

Medicamentos Preventivos:Coccidiose : O remédio NF-180 devera ser ministrado durante 5 dias e repetido após 15 dias . Duas vezes ao ano. A dosagem ideal é 1grama pôr litro de água.
Doenças respiratórias: O remédio Tylan devera ser ministrado durante 5 dias e repetido após 15 dias . Duas vezes ao ano . ( imprescindível no inverno ). A dosagem ideal é 1 grama para cada 2 litros de água.
Verminoses: O remédio Licor de Cacau devera ser ministrado durante um dia e repetido após 15 dias . Duas vezes ao ano . A dosagem ideal é 1 gota pôr bebedouro ( 40 ml )".



Categoria: Criação de Pássaros
Escrito por Paulo Moreira às 19h11
[] [envie esta mensagem
] []


 

 
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]